O dia do escritor é algo muito confuso. Precisões, sentimentos, indagações, perguntas bestas. O escritor é escritor quando há um alívio de ver seus pensamentos ordenados no papel, ao contrário de sua mente. É algo difícil demonstrar no papel como funciona a cabeça de um escritor, mas na maioria das vezes, o poeta é o melhor na tarefa. Consegue colocar palavras exatas, de forma a se pensar, a qual há dúvida, tristeza, felicidade, hesitação, entre outras coisas, é jogada ao ar, em um embaralhado de pensamentos, às vezes bons, às vezes péssimos, mas sempre, pensamentos.
O escritor é alvo de ócio e do cotidiano indiferente. Sua maneira de escrita é mudada mediante ao que passa no dia. Se seu dia for sempre à mesma coisa, o escritor se deprime, e muitas vezes acabando bloqueado pela falta de novas informações a serem pensadas. Recorre aos livros, aos seus escritos anteriores, mas tais faltas de opções nunca lhe dão algo novo suficiente para criar um novo texto, romance, conto, etc. Então o escritor tenta a força-se a viver ao acaso, o que geralmente leva aos bares e conversas, ajudando-lhe a tornar-se livre do dia-a-dia, criando novos sonhos, situações, idéias, etc.
Insuficiência em seu trabalho lhe deixa atordoado, mais do que já é, criando-lhe dúvida de seu propósito e seu talento, o que, quando todavia não consagrado, lhe força a pensar em caminhos alternativos para seu futuro. O escritor por ser muito sensível aos momentos, é ator nato, e para lhe tomar um papel em outro roteiro, é um pulo, é fácil para ele, principalmente diante as sugestivas formas de pensar de seu próximo ato. Se deseja trabalhar como médico, o escritor já sugere uma forma de pensar, ao qual atuando, consegue viver, mas nunca vai se tornar. Porque o escritor, é um escritor, ele é médico, advogado, telefonista, porteiro, gerente de um supermercado, ele é onipresente em pensamentos, e qualquer profissão que derem a ele vai saber como pensar antes de ter vivido o papel, mas não vai aguentar pensar como um só.
O escritor quando viaja, se torna forte, digno de seus pensamentos. Vê coisas novas, conhece pessoas diferentes e vive uma vida de seus sonhos. Como Niezsche diria, “Todo dia temos que fazer as coisas diferentes de como fizemos nos dias anteriores”, ou algo do tipo, para o escritor, essa é a verdade maior. Isso lhe dá inspiração, esperança e felicidade no que faz. Coisas novas, amigos novos, trajetos novos, lhe dão dicas do que escrever e as coisas que lhe proporcionam tesão na vontade de viver pela beleza, diferença, peculiaridade e singularidade, mostrando ao escritor seu papel no mundo, o que é de escrever em alguns parágrafos a beleza de um certo prazer.